[Getulio/Blaze]
[23/02/2008]
Blaze finalmente consegue sair da dimensão de Clockmon com a jóia das sete cores. Assim que ele chega todos estavam dormindo.
- Gente acorda! Eu consegui! – Blaze mostra a jóia e todos comemoram o feito.
- Demorou ein?
- Quanto tempo?
- Quatro horas...
- Tudo isso! Caramba...
- E agora, vamos pra onde?
- Para a cidade das máquinas. – Fala Cherubimon.
- E o que vamos fazer lá? – Pergunta Muriel.
- Lá vocês vão ter o material necessário para contruir o V-PET pro.
- E como vamos construir se nem o Nick sabe como é?
- Vocês saberão na hora certa... – E a voz dele some.
- Eu odeio quando ele dá uma de Mestre dos Magos! – Diz Blaze.
- Amanhã vamos voltar a nossa trilha.
- Certo.
Todos foram dormir. No meio da noite Nick não consegue dormir. Ele tenta se lembrar o porquê que ele é a pessoa que vai fazer um PET, se ele nem sabe que PET pro é esse. Isso é muito estranho...
[24/02/2008]
No outro dia todos estavam andando quando Nick rompe o silêncio...
- Ei Blaze, como você fez esse V-PET?
- Eu não fiz só, tive a ajuda de outra pessoa.
- E quem foi?
- Eu não sei o nome dele, só sei que o nick dele é Linux.
- Linux? Mas esse é meu nick! Agora me conta como você criou esse PET.
- Não se lembra?
- Lembro de nada.
- Então tá...
Existe uma infinidade de pessoas no colégio. Um mundo dentro de outro. Lá apesar dos estereótipos cada pessoa tem uma particularidade. Infelizmente para os outros te aceitarem no colégio tem que ter um dos estereótipos. E eu sou diferente, e como consequência disso fui excluído.
- E por que você foi excluído?
- Se eu dizer não vai me excluir também?
- Também fui excluído, entendo disso tanto quanto você.
- Bem eu sou homossexual. Gay, se assim quer chamar.
- Nossa! – Nick fica surpreso com a manifestação do garoto. – Olha eu tou surpreso com isso. Mas não ligo. Quem sou eu para te julgar?
- Valeu cara! Enfim, continuando...
Como eu me isolei dos outros eu não tinha nenhuma vontade de continuar com tudo. Mas foi ai que eu encontrei o meu melhor amigo, Guilmon. Na verdade, o PET em que ele apareceria. No começo eu fiquei meio desinteressado, mas depois fui fazendo várias melhorias nele. Ai foi que surgiu o V-PET pro. Ele tem um dispositivo de fala, acesso a internet, Wi-Fi entre outros dispositivos.
- E onde entro nessa história?
- Bem te conheci no fórum sobre melhorias no PET. Ai eu me interessei pelo seu caso e começamos a conversar. No final você me deu a idéia de criar o dispositivo de armazenamento de dados especial, para comportar um chip de expansão. Possivelmente você queria transformar em um PET para jogar tanto no PC quanto off-line.
- Nossa, agora que me lembrei era isso ai mesmo. Realmente eu ia fazer isso, mas acabou que esse dispositivo ficou sem utilidade. Mas você usou a minha idéia?
- Sim. Achei que podia melhorar isso.
- Acho que encontramos nossa resposta, se fizemos a melhoria nele vamos dar um jeito para que ele aceite a jóia.
- Bem, mas só tem uma jóia, para seis pessoas. Como vamos resolver esse problema?
- Não sei...
[Guilherme]
Guilherme é um garoto que mora no bairro Aerolândia, um dos bairros mais violentos de Fortaleza. Apesar de pequeno viu muitas coisas na vida. Pobre, sempre teve dificuldades. Passou fome, frio...
- Mãe eu quero um PET.
- Você está me achando com cara de que? Cofre? Você deveria está trabalhando para agente não morrer de fome. Vai logo antes que dê uma pisa [1].
- Mas mãe...
- Vá!
Todos os dias são assim. Ele ia para o terminal da Parangaba pedir esmola. Acostumou-se com essa vida difícil. Estudo? Que estudo! Se não trabalhasse era castigado! Para quê estudo se iria perder tempo? Sonhos? Para que? Sonhos são para gente rica!
- Voltei mãe!
- Trouxe quanto seu traste? Na ultima vez você trouxe apenas 10 reais. Quanto o combinado era só voltar para casa com mais de 15.
- Eu... – Ele sabia que ia ser castigado, pois não trouxe a quantia correta.
A mãe do garoto já percebe que ele não trouxe os 15 reais...
- Abre a mão!
- Não mãe! Por favor!
- Abra! – Ela bate na mão dele. – Antes que eu faça pior do que vou fazer.
- Não me bate... Não foi minha culpa.
- E porque não tem a quantia?
- Porque eu e os irmãos estávamos com fome...
- Não é para fazer isso!
Então ela acaba espancando o garoto. E sempre era assim. Batia por qualquer motivo errado que ele fazia. Apesar disso ele vivia... Vivia para se vingar!
Certo dia ele acaba achando um PET no lixão. Mas achou que não tivesse valor nenhum. Mas mesmo assim levou. Como um milagre ele funciona. Esse V-PET era especial. Diferente do normal. A sua interação com o garoto era incrível.
Quanto mais o tempo passava o desejo de vingança aumentava. E não adiantava o seu PET pedir para não fazê-lo. Ele ia até o fim. Um dia acaba fugindo de casa, por não aguentar ser tratado como um cão. Mas acabou se perdendo pelas ruas escuras da cidade. Foram dias difíceis. Mas certo dia ele acorda em um lugar diferente... Um lugar fora do comum...
- Ora quem eu vejo aqui, Guilherme! – Um estranho fala em sua cadeira.
- O que você quer?
- Vejo que não pergunta quem eu sou. Você é capaz de se tornar um imperador para mudar toda essa podridão desse mundo? Seria capaz de destruir vida de seus semelhantes para que um novo mundo surja?
- Faço tudo para me vingar!
- Então só precisa desse PET e dos meus poderes. Eu já estou quase morrendo, então quero que alguém me substitua... – Então ele desaparece para dar seus poderes ao garoto. Daquele dia em diante ele seria Zero, pois seria a partir dele o começo de um novo mundo.
Fim.
quarta-feira, 25 de março de 2009
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